Alguma coisa do julgamento protagonizado por 26 conselheiros tinha de acabar bem. Positivo para o esporte, claro! Não para parte que realmente toca…

O GP de Cingapura de 2008 pesou para Flavio Briatore. “O perseguido” ganhou a cena do espetáculo, até mesmo quando o assunto é negativo. O espalhafatoso dirigente italiano está fora do automobilismo. Tudo o que estiver ao alcance da Federação Internacional de Automobilismo, Briatore não passa nem na mesma calçada. Isso, estende-se aos relacionamentos empresariais com pilotos. Tudo rompido!

Os membros do Conselho Mundial da FIA se reuniram nesta última segunda-feira (21 de setembro), em Paris, na França – a melhor pizzaria européia, diga-se. Lá, os 26 homens ouviram, por rápidas uma hora e meia, alguns envolvidos no caso, como Nelsinho Piquet e Fernando Alonso, e decidiram:

- Os dois pilotos são inocentes;

- A Renault teve culpa, foi punida com suspensão de dois anos, mas não cumpre. Fica em “liberdade condicional”;

- Pat Symonds, suspenso das atividades por cinco anos;

- Flavio Briatore, “sepultado” como citado acima.

São quatro sentenças diferentes e sobrou para os autores do esquema. Mas, quem executou, como “colaborou” com as investigações, não escondeu nenhum detalhe (aliás, não convinha), passou ileso.

Ileso sai do julgamento. Manchado segue na história…

Prega arrependimento. Seria uma bela atitude, tivesse feito isso uma semana após o GP de Cingapura, e não dez meses depois, quando já estava fora da equipe.

Nelsinho, por favor, poupe-nos de discurso barato!

Agora, fala em recomeçar a carreira “do zero”. No kart? (risos)

Brincadeiras deixadas de escanteio, todos têm direito em buscar um reinício. Inclusive, Briatore!

Só mais um ponto. Nelsinho disse estar “aliviado”. Vai “te catar”! Aliviado de que? Deveria ficar aliviado de estar inteiro e não ter ferido ninguém em um acidente arranjado!

Bom, bola pra frente…

Do Conselho Mundial, mais uma bela rodada de pizza aos presentes.

Uma novidade: Johnnie Walker deu lugar à boa cachaça brasileira no “brinde do veredicto”.