A temporada de 2008 efetivamente começa agora
Agora, com o início da fase européia da Fórmula 1, efetivamente teremos o início da temporada de 2008, a diferença deste início para o outro início, aquele da Austrália, lá todos começaram do zero, fosse em desenvolvimento ou em pontuação.
Neste novo início, alguns já saíram na frente, tanto em termos de pontuação, quanto em desenvolvimento de um carro que já nasceu bom e que pode melhorar ainda mais. O contrário também é válido, recuperar o terreno perdido na pontuação, ou o pior, tentar fazer um projeto mal nascido andar no mínimo no mesmo ritmo dos bem nascidos, ou seja, tirar leite de pedra.
Em geral os mal nascidos raramente conseguem reverter o quadro, quando muito saem do pelotão intermediário ou detrás e passam a frente deste mesmo pelotão, podendo até em algumas circunstâncias incomodar o primeiro pelotão, mas em geral sem condições de lutar pelo título ou por pódios constantemente.
Nesta nova temporada deveremos continuar a ver os carros vermelhos da Ferrari a andar na frente e os brancos da BMW/Sauber a perseguí-los. Quanto aos carros da Mclaren, se a equipe esquecer o ano passado e trabalhar duro, continuará no páreo, caso contrário vai estar disputando posição com a Toyota que vem crescendo. No caso da equipe japonesa é saber se o carro já atingiu o seu limite, ou se tem range para continuar a evoluir.
Duas boas apostas para se observar uma possível evolução com as novidades a serem apresentadas na Espanha, são os carros da outra equipe japonesa na Fórmula 1, a Honda e da Francesa Renault. Ambas as equipes prometem esse novo pacote aerodinâmico para este momento desde o início da temporada, além de também contarem em seus quadros com pilotos de reconhecido talento e staff técnico da maior grandeza.
Nas demais equipes nada de muito novo foi prometido, mas a Williams já mostrou que têm um bom carro que pode ainda ser melhor desenvolvido, talvez falte um piloto mais experiente para este trabalho, já na RBR sobra experiência para os pilotos da casa, porém, a exemplo da Toyota, não se sabe se o carro tem range para evoluir. A Force Índia está em um crescente, porém, como está vindo muito detrás, não dá para prever em que momento do ano estará conseguindo rivalizar com o pelotão intermediário, a julgar pela empolgação do seu piloto, o veterano Fisichella, isto pode ocorrer antes da metade da temporada. Para a STR e a Super Aguri, as perspectivas não são muito animadoras, pior talvez para o time japonês que com dificuldades de caixa mal consegue alinhar os carros no grid, fica difícil imaginar algum desenvolvimento.
No mais, nestas duas semanas de trabalho intenso e de testes na Espanha antes da quarta etapa do mundial, muito vai se falar e se especular. Teremos por vezes voltas extremamente animadoras por carros do pelotão intermediário, uma Honda ou uma RBR fechando a melhor volta do dia, porém, não podemos nos deixar enganar, pois nunca saberemos as reais condições do teste que levaram tais carros a essas proezas.
Pelo bem do esporte vamos torcer para que algumas surpresas possam acontecer, pois quanto mais carros estiverem em condições de brigar pela vitória, muito melhor para nós espectadores e fãs do esporte, afinal ainda temos 150 pontos possíveis de serem conquistados, e, como já tivemos três vencedores nas três primeiras corridas do ano, tudo é possível, até o Alonso entrar na briga por vitórias ou a Honda do Rubinho e Button.



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