Massa faz História e a estrela de Hamilton volta a brilhar
O que parecia impossível aconteceu no GP da Turquia, primeiro uma boa corrida para o espectador e fã da Fórmula 1, afinal hoje em dia isto é um pouco raro de acontecer. Segundo, algum piloto conseguir fazer história na atualidade depois dos tantos e tantos recordes estabelecidos pelo alemão Michael Schumacher, portanto, foi uma grande satisfação ver dois brasileiros entrarem para história do automobilismo simultaneamente. Duas proezas dignas de nota, para Felipe Massa a confirmação de sua boa fase, superando definitivamente o mau começo na temporada, entrando na disputa direta com o seu companheiro de equipe pelo título de 2008 e de quebra entrando para o seletíssimo grupo dos pilotos que ganharam 3 edições seguidas de um mesmo GP.
Para Rubens Barrichello, a superação de todas as dificuldades possíveis de serem encontradas na Fórmula 1 atual, afinal, não são apenas 257 GP’s disputados, são quinze anos de muito trabalho e dedicação, pois nunca foi unanimidade, praticamente em todos os anos onde pilotou um carro da categoria máxima do automobilismo, quase sempre foi obrigado a provar sua competência para merecer um novo cockpit para o ano seguinte, não raro, em meio a boatos de saída e/ou substituição por pilotos mais jovens, talentosos e com a promessa de serem futuros campeões.
Li muitas matérias, colunas e artigos neste inicio de temporada malhando o Felipe Massa e tenho lido à vários anos outros tantos textos espinafrando com a carreira do Rubinho, me reservei o direito de apenas tecer comentários sobre os dois pilotos apenas entre os mais íntimos, pois uma vez escrito, é preto no branco.
Patriotismo à parte, o meu mais profundo respeito aos dois brasileiros que neste final de semana registraram seus nomes no Hall da Fama desta fantástica categoria.
Quanto à corrida, a Ferrari colocou-se como favorita ao Mundial de Construtores e de tabela ainda colocou definitivamente seus dois pilotos na condição de favoritos também.
O que impediu a FIA de entregar os dois títulos em disputa para a Ferrari já na quinta prova da temporada, foi o excelente desempenho apresentado pela Mclaren, dando a esperança que o campeonato ainda pode ter algum equilibrio. Como previsto, o trabalho para alcançar a Ferrari seria muito árduo, no entanto, a equipe inglesa fez a sua parte e colocou na pista um carro muito competitivo e conseguiu quebrar mais uma dobradinha quase certa dos carros vermelhos e ainda quase faturou a corrida.
Para a BMW/Sauber que não conseguiu uma perfeita adaptação do seu monoposto ao circuito de Istambul restou acompanhar à distância em uma corrida particular, atrás dos líderes, mas também bem à frente dos demais. A equipe tem um bom carro e potencial, podendo voltar a apresentar um melhor desempenho e disputar posições com Ferrari e Mclaren para as próximas etapas. No fim das contas, o final de semana não foi ruim, pois terminou a corrida com os dois carros e fez mais pontos que a Mclaren no Mundial de Construtores, permanecendo assim na vice liderança.
Com os demais, a confirmação da evolução da Renault nas mãos do bi-campeão Fernando Alonso, como a quarta força da temporada, superando as outras equipes até com uma certa folga. O primeiro objetivo a equipe já atingiu, agora a equipe promete mais mudanças para tentar ganhar mais alguns décimos e disputar as primeiras colocações, vamos aguardar, será muito bom para o campeonato e para o brasileiro Nelsinho Piquet se este objetivo mais ambicioso for atingido.
Outra equipe que vem fazendo um bom trabalho é a RBR, tem apresentado uma ótima constância, só não marcou pontos no conturbado GP Australiano e terminou esta última prova com os dois carros, não fosse a forte evolução da Renault, poderia estar na frente na condição de quarta força.
A Toyota fez uma boa corrida, tendo os dois carros cruzado a linha de chegada, porém não houve evolução em relação ao desempenho das últimas corridas. Resultado, ficou para trás com a evolução da Renault e da RBR.
A Williams continua na sua inconstância, ora com boas apresentações, ora disputando posições no fim do grid com a STR e Force Índia, este final de semana foi boa a apresentação e conseguiu faturar mais um ponto, na tabela figura em quarto lugar no Mundial de Construtores (em razão da sorte no GP de estréia), mas na prática, se não começar a apresentar um pouco mais de regularidade, logo será superada pela Renault e RBR.
Com exceção às comemorações do novo recorde de participações do seu piloto Rubens Barrichello, nada a comentar sobre o desempenho da Honda neste final de semana, ficaram à frente apenas da STR e da Force Índia, mais nada. Quanto a estas duas, digno de nota, apenas o fato dos alemães Sebastian Vettel e Adrian Sutil terem cruzado a linha de chegada.



May 16th, 2008 at 15:36
Fiquei até emocionado com essa defesa em prol do Rubinho (rsrs). Mas vc tem razão Itamar, eu mesmo já o malhei muito, mas o cara merece parabéns, são muitos anos de dedicação à F-1, eu era menino e já ouvia falar nesse cara e olha que já estou quase gágá (rsrs) e ele continua por lá. Brincadeiras à parte, expresso respeito ao Barrichello por registrar seu nome na F-1 como o piloto mas rodado, parabenizo o Massa pela vitória e as três edições seguidas do mesmo GP e ao Itamar pela coluna do ‘Moco’
Um abraço.
May 19th, 2008 at 15:34
Obrigado pelo comentário Wilson,
Torcida à parte, pouco tenho comentado sobre o Rubinho e o Nelsinho, pois nas últimas corridas fizeram muito pouco digno de nota, à excessão a desclassificação do Rubinho na Austrália, na qual fez uma bela corrida (dentro das limitações da Honda). Nós brasileiros ficamos mal acostumados, pois para quem começou a acompanhar o esporte com o Emerson Fittipaldi, quando este começou sua decadência no esporte, outra estrela de igual ou maior brilho apareceu, e, quando esta segunda estrela chamada Nelson Piquet estava no auge, uma terceira estrela chamada Airton Senna deu o ar da graça, isso sem mencionar a estrela cadente que dá nome a essa Coluna, José Carlos Pace que brilhou enquanto a primeira ainda cintilava forte. O fato é, depois desse céu iluminado por tanto tempo, em menos de duas temporadas o céu escureceu e todas as nossas esperanças foram depositadas em duas estrelas que começavam aparecer, não sabíamos o que eram, logo descobrimos que uma não passou de poeira apesar do sobrenome ilustre, lembram-se de Cristian Fittipaldi, sem mais comentários, afinal quem é que lembra? Já a outra estrela, nunca apresentou grande brilho, apenas o mesmo brilho de tantas outras da Fórmula 1, mas infelizmente para nós nestes quinze anos, foi a única estrela brasileira com algum brilho, porém, depois de vinte anos de luz do dia, ficamos com quinze de alvorecer, quem sabe não será o Felipe Massa a nos mostrar a luz de um novo dia? O Rubinho não tem culpa de não ser tão bem dotado quanto seus antecessores, afinal, nós mesmos naquilo que fazemos, mesmo sendo muito competentes, raramente somos os melhores entre os melhores.
Itamar Chewanko
Coluna do ‘Moco’