Além da vitória incontestável, Felipe Massa ainda fez a pole position e a melhor volta da prova. Domínio absoluto do GP da Europa.

Depois da frustração no GP da Hungria, onde também dominou e teve o motor estourado a 3 voltas do fim, Massa mostrou para a equipe Ferrari que se quiserem apostar suas fichas em um piloto para o título deste ano, ele é “o cara”.

O brasileiro tem se mostrado combativo desde o início do campeonato, lutando pela pole nos treinos, e pela vitória nas corridas. Ao contrário de seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen, que, apesar de ter a preferência na equipe, não briga pela vitória desde o Canadá e não tem sido destaque em nenhuma prova. Aliás, tem sido destaque sim, vamos fazer justiça. O finlandês empurrou um fotógrafo na Inglaterra, derrubou uma garotinha na Alemanha e atropelou um mecânico na Espanha… Esqueci alguma coisa?

Afirmei em uma coluna anterior, e fui criticado por isso, que o título deste ano deve ficar com Massa, desde que a Ferrari não atrapalhe. Porém, a recuperação da Mclaren colocou Hamilton na disputa. Acho Lewis Hamilton um excelente piloto, motivadíssimo, um dos melhores que surgiu nos últimos tempos, daqueles que já chegam arrepiando (que o diga Fernando “reclamão” Alonso). Só que, pelo que vimos até agora, Massa está mais preparado para trabalhar pressionado e isso pode ser decisivo no final do campeonato.

Não acredito na recuperação de Raikkonen, como ele tem afirmado. Ele tem se mostrado desmotivado e sem combatividade. O que aconteceu no ano passado não se repetirá. Verdade que ainda têm 60 pontos em jogo no campeonato. Mas se isso for considerado, até Rubens Barrichelo, com 11 pontos, ainda tem chances matemáticas.